Pensar em recorrência, de cara, remete às gigantes do mercado de Assinatura como Netflix, Salesforce e etc. Mas, na Vindi essa questão do consumo recorrente foi resgatada pelo Rodrigo, nosso CEO, lembrando dos primórdios da recorrência, quando – talvez – nem se falava em automação de cobranças ainda.

Em uma apresentação, ele citou a entrega do leite na porta de casa como uma venda recorrente cujos “prestadores de serviço” recebiam do cliente ao fim de cada mês. Se, por um lado, a recorrência de produtos começou com o leite. Por outro, no mundo da informação ela começou (ou teve participação efetiva) com o The New York Times.

É provável que todos já tenham ouvido falar do NYT, mas é um veículo fundado em 1851 nos Estados Unidos com publicações diárias na cidade de Nova Iorque (ou Nova York, os linguistas ainda não chegaram a uma pronúncia definitiva).

O caso é: O The New York Times é o segundo jornal com maior circulação nos Estados Unidos e o 39° do mundo, tem o maior número de prêmios Pulitzer entre todas as agência de notícias e é um jornal de referência para boa parte dos cidadãos americanos. Mas, nada disso impediu que ele entrasse para o limbo da crise na comunicação.

Queda nas tiragens de jornal impresso, vendas na metade do preço, demissão em massa e até perda de credibilidade estão entre os momentos colecionados pelo New York Times nos últimos anos.

Mas, uma boa notícia:

“O jornal conquistou 308 mil assinantes em três meses, o que configurou o melhor índice de crescimento do veículo no cenário digital.”

O veículo passou a ser, também, digital em 1996 e o portal recebe leitores de todos os lugares do mundo. Em 2010, como uma saída para a crise, o The New York Times resolveu começar a cobrar dos visitantes o acesso para leitura. O veículo oferece assinatura a partir de três diferentes planos:

Vindo do mundo da comunicação, posso afirmar que esses resultados obtidos ainda não são a salvação dos veículos de notícias. Mas, de longe, posso dizer que resultados como esse (308 mil novos assinantes lendo o jornal em três meses) animam o mercado e o faz pensar de forma estratégica em como acompanhar, cada vez mais, seus atuais “clientes”.

O leite não é mais entregue na porta de casa, mas pode receber as notícias na sua casa e, então, pôde continuar consumindo elas periodicamente. Onde está a diferença nesses dois produtos que lá atrás já eram recorrentes?

A diferença está em: há quem continue oferecendo notícia e – de certa forma – quem ainda disponibiliza o leite. Mas, a notícia é entregue disponibilizando cobrança recorrente. No leite, não. Tudo é uma questão de acompanhar as mudanças de comportamento no consumo e entregar o que seu cliente quer. 

Fica aí um vídeo que mostra o que eu estou falando. 😉

Até mais! =)